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Balsemão (Eduardo Augusto
de Sá Nogueira Pinto).
n. 3 de Setembro de 1837.
f. 1 de Dezembro de 1902.
Secretário-geral de Cabo Verde, de Angola e do governo-geral da Índia.
Nasceu na quinta da Ermida, concelho de Torres Vedras, a 3 de Setembro de 1837; faleceu em Lisboa a 1 de Dezembro
de 1902. Era filho de José Alvo
Pinto Balsemão, filho 2.º visconde de Balsemão, Luís
Máximo Alfredo Pinto de Sousa Coutinho, e de sua
mulher D. Maria Brígida de Sá Nogueira, filha de Faustino
José Lopes Nogueira de Figueiredo, fidalgo da Casa Real; alcaide-mor de Cadaval, etc. Era sobrinho
por parte de seu pai, dos 3.os e 4.os viscondes
de Balsemão, e por parte de sua
mãe, do marquês de Sá da Bandeira, Bernardo Nogueira
Figueiredo.
Sendo oficial-mor da Secretaria-geral do Estado da Índia,
foi nomeado secretário-geral deste estado, por decreto de 20 de
Fevereiro de 1877, em atenção ao merecimento, serviço e
mais circunstâncias que nele
concorriam. Tomou posse do seu lugar a 8 de Maio do referido
ano. Era então governador Tavares de Almeida, e tendo este
adoecido, Pinto Balsemão o substituiu durante a doença e depois da
sua morte, fez parte do conselho governativo. Por decreto 10 de
Setembro do referido ano de 1877, transferido para o lugar de secretário
de Cabo Verde, partindo para aquela província em Novembro do mesmo
ano. Foi neste lugar em que depois se aposentou, dedicando-se
então a trabalhos jornalísticos.
Era proprietário e director do jornal O
Ultramarino, e escreveu:
A guerra dos Dembos,
Luanda, 1872; é uma
defesa brilhante dos actos do governador-geral de
Angola, o conselheiro José Maria da Ponte e Horta; neste
folheto, segundo consta, demonstra o seu autor a oposição acintosa
feita a este governador, devido unicamente às enérgicas medidas
administrativas que ele adoptara, cortando alguns abusos e
introduzindo a moralidade na administração, e não à guerra dos
Dembos que serviu apenas de
pretexto; Os
portugueses no Oriente; feitos gloriosos praticados pelos
portugueses no Oriente, 1.ª parte (1510
a 1600); 2.ª parte (1600
a 1700) e 3.ª parte (1700
a 1882). Estas três partes foram publicadas em Nova Goa, sem
ano de impressão, mas sabe‑se que a 1.ª e a 2.ª saíram em
1881 e a 3.ª em 1882. A 1.ª parte é dedicada à memória do marquês
de Sá da Bandeira, tio do autor, e a 3.ª oferecida a Latino
Coelho. Parece que escreveu ainda: Cartas
de S. Francisco Xavier, e Angola.
Eduardo Balsemão era comendador da Ordem de Cristo, e cavaleiro da
de N. Sr.ª da Conceição; sócio correspondente da Sociedade
de Geografia de Lisboa, e da Sociedade Propagadora de Conhecimentos Geográficos
Africanos de Luanda.
Transcrito por Manuel Amaral
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