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Dias
Azedo (Martinho
José).
n.
1 de Novembro de 1779.
f. 2 de Julho de 1840.
Oficial
de artilharia.
N.
em Lisboa a 11 de Novembro de 1779, fal. a 2 de Julho de 1840. Era
filho do tenente-general Matias José Dias Azedo, de quem se trata
no artigo seguinte.
Assentou
praça de cadete no regimento de artilharia n.º 1 em 4 de Dezembro
de 1796. Foi despachado segundo-tenente do Real Corpo de Engenheiros
em 1800, assistindo no ano seguinte à defesa de Campo Maior, e
pelos serviços, que então prestou, teve a promoção ao posto
imediato, por decreto de 3 de Julho de 1801. Em 1808 subiu a
capitão, e tomou parte com seu pai nos trabalhos de reconhecimento
e defesa da província do Minho em 1809 e 1810, servindo depois às
ordens do general Caule e do general inglês Cokburn nos trabalhos
de defesa da capital, passando em Junho de 1811 a ajudante de campo
de seu pai, que então comandava o Corpo de Engenheiros. Em 1814 foi
empregado no reconhecimento das linhas de defesa da Lisboa e da
praça de Peniche. Por portaria de 4 de Janeiro de 1817 entrou como
assistente para a repartição do Quartel Mestre General, com a
patente de capitão, sendo nomeado chefe da 1.ª direcção do
Ministério da Guerra, quando esta Secretaria de Estado teve nova
organização depois da revolução de 1820; em 1826 teve
transferência para a 2.ª direcção e havendo alcançado os postos
de oficial superior, e seguindo a causa liberal, foi em Abril de
1833 graduado em brigadeiro, recebendo em Julho de 1834 a
efectividade deste posto. Exerceu o comando da divisão militar dos
Açores durante a guerra civil, e ainda depois dela ter acabado; foi
em Abril de 1836 director geral da Secretaria da Guerra e não
aceitando os princípios proclamados na revolução de Setembro,
quando os marechais levantaram a bandeira da revolta, tomou parte
nesse movimento, e foi o comissário encarregado de ajustar, depois
da batalha de Ruivães, a convenção de Chaves. Separado do quadro
do exército em seguida a estes acontecimentos políticos, voltou
mais tarde ao serviço, e ainda em 1840 foi nomeado vogal do Supremo
Conselho de Justiça Militar, mas pouco tempo desempenhou essas
funções, porque faleceu.
Transcrito por Ma dalena
Morais David
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
III, pág. 50
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
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