Era
filho da 2.ª condessa de Odemira D. Maria
de Noronha, filha e herdeira do 1.º conde do mesmo título, D.
Sancho de Noronha, e de seu marido, o conde de Faro, D. Afonso.
Acompanhou seu pai para Castela, ao qual, em memória de seu avô,
lhe foi dado o mesmo nome e apelido, como sucessor de sua
casa.
Quando em
1496 o rei D. Manuel restituiu ao reino o duque de Bragança D.
Jaime, seu primo, voltou a Portugal, e nesse ano D. Manuel alie deu
o titulo de conde de Odemira, dando-lhe com a grandeza a
prerrogativa de parente, com o tratamento de sobrinho, como se vê,
entre outros documentos originais, na carta de confirmação da vila
de Vimieiro, feita pelo mesmo soberano, em Évora, a 16 de Junho de
1509. O conde de Odemira foi alcaide-mor de Estremoz, senhor dos
Eixos, Oies, Paus e Vilarinho, e de todos os mais estados, porque
nos de Sancho, seu avô, havia sucedido sua mãe, a condessa D.
Maria de Noronha.
Fal. em
1521. Casou duas vezes: a primeira cem D. Francisca da Silva, filha
de Diogo Gil Moniz, vedor da fazenda do infante D. Fernando, e de D.
Leonor da Silva. Casou segunda vez com D. Ângela Fabra, que depois
foi camareira-mor da imperatriz D. Isabel, e aia das infantas, filha
de Gaspar Fabra, senhor da parte de Barigadú, que consta de muitas
terras do reino da Sardenha, alcaide-mor de Almança, embaixador do
rei católico em Portugal, e de D. Isabel de Centelhas.
Transcrito por Manuel Amaral