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Pindela (João Machado Pinheiro Correia de Mello, 1.º visconde de).
n. 8 de Janeiro de 1821.
f.
Fidalgo cavaleiro da Casa Real, conselheiro, comendador da ordem de N.
Senhora da Conceição de Vila Viçosa, grã-cruz da de Isabel a Católica,
de Espanha, condecorado com a medalha humanitária, etc., antigo
deputado em diferentes legislaturas, governador civil de Braga e de
Viana do Castelo, 12.º senhor do morgado de Pindela, 6.º senhor do
morgado de Guerras em Guimarães; das casas de Refalção, em
Cabeceiras de Basto, e por último senhor do padroado de Arnoso,
etc.; sócio correspondente do Instituto de Coimbra, sócio honorário
do Grémio Literário Português, do Rio de Janeiro, e de outras
instituições cientificas e literárias.
N. em Guimarães a 8 de Janeiro de 1821, e fal. há bastantes anos. Era
filho de Vicente Machado Pereira de Melo, senhor dos citados
morgados, e de sua mulher, D. Carlota Carolina Correia Leite de
Almeida.
Dedicou-se à literatura, que depois abandonou pela política,
colaborando em diversos jornais, como a Gazeta
de Portugal, de Teixeira de Vasconcelos, de quem era muito
amigo, etc. Escreveu e publicou um Relatorio, sendo governador civil de Braga; um livro intitulado Passeios
na Povôa, de colaboração com D. João de Azevedo e António
Pereira da Cunha; um drama em 4 actos, com o título de Vingança,
que foi publicado no Porto, em 1854, etc. Na Miscellanea
Poetica inseriu também várias poesias.
O 1.º visconde de Pindela casou em Guimarães, a 17 de Janeiro de 1839,
com D. Maria do Carmo Cardoso de Meneses Barreto do Amaral, filha única
e herdeira de Fortunato Cardoso do Amaral de Meneses Barreto, senhor
do morgado do Paço de Nespereira, e de sua mulher, D. Maria Rita de
Macedo. Enviuvando em Dezembro de 1851, passou a segundas núpcias,
também em Guimarães, a 19 de Janeiro de 1853, com D. Eulália
Estelita de Freitas Rangel de Quadros, filha de António Moreira
Lopes Machado, opulento negociante, e de sua mulher D. Emília de
Freitas de Melo e Castro Rangel de Quadros. De ambos os matrimónios
houve descendência, contando-se entre os do segundo o actual Sr.
visconde de Pindela e o Sr. conde do Arnoso. O título foi concedido
por decreto de 31 de Janeiro de 1854.
Transcrito por Manuel Amaral
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