n. 9 de Outubro de 1772.
f. 14 de Julho de 1836.
Oficial
do nosso exército.
N.
em Lisboa a 9 de Outubro de 1772; fal. a 14 de Julho de 1836.
Tendo
frequentado as aulas da Academia de Fortificação, foi em 1803
despachado alferes de infantaria, e passando depois à arma de
engenheiros chegou ao posto de coronel. Desde as primeiras
tentativas feitas em Portugal para aqui se implantar o sistema
constitucional, mostrou-se Dionísio da Serra afecto aos novos
princípios, e sendo major em 1828, quando se deu a revolução do
Porto, emigrou, e foi reunir-se aos defensores da causa liberal nos
Açores.
Em
10 de Outubro de 1831 foi nomeado ministro e secretário de estado
da regência na repartição dos negócios do reino, eclesiásticos,
de justiça e da fazenda, e exerceu esse cargo até que, o duque de
Bragança chegou à Terceira e assumiu a regência em 3 de Março de
1832. Encarregado da inspecção dos quartéis e obras em todo o
arquipélago dos Açores, veio para Portugal com o exército
libertador, tomou parte na defesa das linhas do Porto; e depois de
levantar o cerco dessa cidade foi nomeado inspector-geral dos
quartéis, cargo que exercia quando faleceu. Era oficial da ordem da
Torre e Espada; cavaleiro o comendador da de Avis.
Publicou:
Epicedio
na morte do ex.mo sr. D. Rodrigo de Sousa Coutinho, conde
de Linhares, etc., Lisboa, 1813; saiu com as iniciais J. D. S; Epistola
ao ill.mo e ex.mo sr. marquez de Campo Maior,
marechal general dos reaes exercitos, etc., Lisboa, 1819; Epicedio
feito e recitado em 1812 no anniversario da sempre lamentavel morte
do general Gomes Freire de Andrade, Angra do Heroísmo, 1831,
Paris, 1832; Charadas que á ill.ma e ex.ma
sr.ª duqueza da Terceira O. D. C., etc., Lisboa, 1834.
Transcrito por Manuel Amaral