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Bordalo Pinheiro (Tomás).
n.
f.
Faz parte desta família de
artistas, cujo progenitor foi Manuel Maria Bordalo Pinheiro, pintor
e gravador. (V. estes nomes).
Cursou o Instituto
Industrial. É desenhador mecânico, foi desenhador na Fundição de
Canhões de 1880 a 1890, desenhador da casa inglesa Baerlein, de
1885 a 1893. Estabeleceu uma indústria nova dos alfinetes de ferro
e latão, ganchos para cabelo, barbas de espartilhos e vestidos;
montou para isso uma fábrica em Santo Amaro, rua de João Lemos, em
1893, fábrica Progresso Mechanico. Montou também em Santo
Amaro, em 1902, outra oficina de Foto litográfica gravura química,
que tem produzido trabalhos importantes. É professor de desenho de
máquinas na Escola Industrial de Xabregas desde 1888; director das
oficinas da mesma escola, e professor interino de arquitectura até
à presente data. Em 1904 iniciou a obra que lhe pareceu ser de
maior importância para o ensino profissional, tão atrasado e
descurado entre nós, é como uma indústria nova, por isso que nada
havia ainda escrito sobre mecânica e nomenclatura de máquinas.
Esta obra é o Manual do Operario, bibliotheca de instrucção e
educação profissional, dedicada ao operariado portuguez. Esta
obra constituirá uma enciclopédia bastante vasta sobre todos os ofícios
a ramos de indústria. 0 operário encontrará não só os elementos
científicos que se referem à sua especialidade, mas as noções
gerais que sobre as alheias desejar obter. Tomás Bordalo Pinheiro
é auxiliado neste seu empreendimento com a colaboração de outros
professores de ensino industrial, e de profissionais de reconhecido
mérito. Actualmente é director da Associação o Industrial
Portuguesa.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
II, pág. 391.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2001 Manuel Amaral |
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