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Queluz
(João Severiano Maciel da Costa,
marquês de).
n. 1760.
f. Dezembro de 1834.
Bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra. N. na
cidade de Mariana em Minas Gerais, em 1760, fal. em Dezembro de
1834.
Seguindo a carreira judicial, era desembargador em 1808 quando
chegou Brasil a família real portuguesa, por causa da entrada dos
franceses em Portugal. Em 1809 mandou o governo português, agora em
guerra aberta com a França, tomar a Guiana francesa, que
efectivamente nos caiu nas mãos, sendo nomeado governador da nova
província brasileira o desembargador Maciel da Costa, que exerceu
esse cargo até que, pelo tratado de 1815, tivemos de restituir à
França essa sua possessão americana. Em 1821, quando D. João VI
regressou à Europa, Maciel da Costa acompanhou-o, mas as cortes não
o deixaram desembarcar, e Maciel da Costa teve de voltar para o
Brasil, onde foi um dos agentes do império. Prosseguiu na sua vida
politica, sendo senador e ministro; foi agraciado com o título de
visconde, e depois com o de marquês de Queluz. Em 1821 publicou em
Coimbra o seguinte folhe to: Apologia que dirige á Nação
Portugueza, a fim de se justificar das imputações que lhe fazem
homens obscuros, os quaes deram causa ao decreto de 8 de junho, e á
providencia communicada no aviso de 11 de julho do corrente anno. Esta
exposição justificativa do seu procedimento destinava-se a obter a
revogação do decreto das cortes, pelo qual a ele, e a outros que
acompanharam D. João VI no seu regresso a Portugal, foi vedada a
permanência em Lisboa, impondo-lhes a obrigação de escolherem
para residir terras afastadas da capital na distancia de 10 ou mais
léguas.
Ainda publicou: Memoria sobre a necessidade de abolir a
introducção dos escravos africanos no Brazil, sobre o modo e condições
com que esta abolição se deve fazer, e sobre os meios de remediar
a falta de braços que ella póde occasionar Coimbra, 1821.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
VI, pág. 29.
Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2010 Manuel Amaral
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