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Távora (D. Leonor Tomásia de Távora,
6.ª condessa de S. João da Pesqueira e 3 ª marquesa de).
n. 15 de Março de 1700.
f. 13 de Janeiro de 1759.
Era
filha do 4.º conde de S. João da Pesqueira e 2.º marquês de Távora,
e única herdeira destas ilustres casas.
N.
a 15 de Março de 1700, e casou a 21 de Fevereiro de 1718 com seu
primo co-irmão Francisco de Assis de Távora (V. este
nome).
Acompanhou
seu marido à Índia, quando ele foi como vice-rei, e costumada no
Oriente a ser tratada com os respeitos que se devem às rainhas, não
se resignou facilmente ao pouco brilho da sua vida particular em
Lisboa, onde não teve a alta posição que esperava. Orgulhosa,
dotada dum espírito varonil e de grande ambição, confiando na sua
impunidade de senhora, não ocultava o seu desdém por Sebastião
José de Carvalho e a sua oposição ao seu ministério. Além
disso, ligara-se intimamente com os jesuítas, e o Pde. Gabriel
Malagrida era não só o seu director espiritual, como também o
director de todas as suas acções. Assim a sua casa tornara-se um
foco, senão de conspirações, pelo menos de oposição, que
Sebastião José de Carvalho não podia ver, nem via decerto com
bons olhos. Daí resultou ser a primeira indigitada como criminosa,
no atentado contra a vida de el-rei D. José, e considerada como a
principal instigadora do crime. Presa em sua casa na fatal noite de
13 de Dezembro de 1758, foi logo conduzida debaixo de prisão para o
palácio de Belém, e contra ela também se fulminou a terrível
sentença de 12 de Janeiro de 1759, a qual declarava, que por
algumas justas considerações, a condenavam somente a que com baraço
e pregão fosse levada ao mesmo cadafalso, e nele morresse de morte
natural para sempre, sendo-lhe separada a cabeça do corpo. A sentença
também a condenava na confiscação de todos os seus bens para o
fisco a câmara real, compreendendo se nesta confiscação dos vínculos,
que foram constituídos de bens da coroa, a os prazos em todas as
mais penas que foram estabelecidas para a extinção da memória dos
réus José Mascarenhas e Francisco de Assis de Távora. A infeliz
senhora foi a primeira a sofrer o suplício.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
VII, pág. 53.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2010 Manuel Amaral
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