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Torres (Manuel
José Sarrea Tavares Garfias).
n. 28 de Setembro de 1808
f. 5 de Dezembro de 1891
Senhor dos
morgados de Donalda, em Portimão, e os de Garfias e Quelfes, em
Faro. N. em Vila Nova de Portimão em 28 de Setembro de 1808; onde
também fal. a 5 de Dezembro de 1891.
Era filho
do coronel do regimento de milícias de Lagos, e de sua mulher D.
Rita de Cassia de Azevedo Coutinho. Estudou preparatórios no seminário
de Santarém, habilitando-se para entrar na Universidade de Coimbra,
onde se matriculou em direito, e fez acto do 1.° e 2.º ano, em
1826 e 1827, não prosseguindo no curso em consequência do atentado
perpetrado pelos académicos contra os Lentes no dia 18 de Março de
1828. Penalizado por este tristíssimo acontecimento, retirou se
para Lisboa e meses depois para Portimão, assentando praça no
regimento de milícias, e sendo promovido a capitão da 1.ª
companhia de granadeiros do regimento de milícias de Lagos, por
decreto de 1 de Julho de 1829.
Seguiu até
à morte o partido miguelista, pelo que foi muito perseguido. Por
falecimento de seu pai e de seu irmão mais velho, herdou os
morgados acima citados. Casou em Lisboa a 15 de Agosto de 1850, no
oratório de seu sogro à praça das Flores, com Maria da Piedade
Micaela da Mota Feio Henriques de Castelo Branco e Torres, filha de
João Carlos Feio Cardoso de Castelo Branco, e de sua mulher, D.
Maria do Carmo Baena Falcão Van-Zeller Henriques de Noronha.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume VII,
pags. 182-183.
Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2010 Manuel Amaral
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