n. 7 de Setembro de 1754.
f. 7 de Abril de 1830.
Era o 10.º senhor de
Barbacena. N. em Lisboa a 7 de Setembro de 1754, onde também
faleceu a 7 de Abril de 1830.
Mostrando logo nos primeiros
anos inteligência e aplicação pouco vulgares, foi, segundo as
insinuações do marquês de Pombal, mandado por seu pai estudar na
Universidade de Coimbra, logo depois da reforma deste
estabelecimento de instrução superior, decretada em 1772.
Matriculando-se nas faculdades de filosofia e de leis, foi o
primeiro que recebeu o grau de doutor em filosofia. Enquanto
completava o curso de direito, regeu, durante o impedimento do
professor Vandeli, a cadeira de história natural, em que se houve
com toda a competência.
Concluídos os estudos, regressou a Lisboa,
e cultivando com dedicação a historia natural, foi um doa
instituidores da Academia Real das Ciências, na qual serviu de
secretário desde a sua criação, até que partiu para o Brasil,
por ter sido nomeado governador e capitão general das Minas Gerais.
No tempo deste seu governo, apareceu a primeira tentativa de
revolta, sendo esta a primeira manifestação da ideia da independência
do Brasil. Esse movimento foi iniciado por Joaquim José da Silva
Xavier, o Tiradentes, com o auxílio de diversos indivíduos,
em que se contavam os poetas Alvarenga
Peixoto e Cláudio Manuel da
Costa. A revolta foi denunciada por Joaquim Silvério dos Reis, e o
visconde de Barbacena imediatamente mandou suspender as medidas
tributárias que os revolucionários apontavam como iníquas e
opressivas, e prender todos ou implicados nessa revolta, fazendo
assim abortar a ideia de independência, que mais tarde se devia
realizar.
Depois de dez anos de governo, voltou ao reino, a teve a
nomeação de veador da princesa D. Carlota Joaquina, mais tarde
rainha. Escolhido para escrivão da mesa da Santa Casa da Misericórdia
de Lisboa, prestou muitos serviços no exercício daquele lugar.
Mais tarde foi nomeado presidente da Mesa da Consciência e Ordens.
Quando a família real se retirou para o Rio da Janeiro em 1807, o
visconde de Barbacena não a acompanhou, e permanecendo em Lisboa,
Junot o escolheu para fazer parte da deputação que foi
cumprimentar o imperador Napoleão; partiu para Bayonne, seguindo
depois para França. Sendo estabelecida a paz, voltou a Portugal,
onde se dedicou quase exclusivamente ao estudo.
Em 1816 foi-lho concedido o título
de conde de Barbacena, e em 1823 nomeado conselheiro de Estado. Era
casado com D. Ana Rosa José de Melo, primeira filha dos 1os.
marqueses de Sabugosa, António Maria de Melo da Silva César e
Menezes, e D. Joaquina José Benta Maria de Meneses Faleceu depois
duma longa enfermidade.
Transcrito por Manuel Amaral