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Blasco (Mercedes).
n. 1870.
f.
Actriz contemporânea.
N. em 1870.
Debutou no antigo teatro
Chalet, do Porto, fazendo o Jockey da peça Grande
Avenida, de Jacobety. Fez depois a Vivandeira,
agradando muitíssimo nessa opereta. Vindo para Lisboa,
estreou‑se no teatro do Rato em uma cançoneta de Arnaldo
Bordalo, O que eu sei; cantou depois com muito agrado um bolero na revista Az de copas.
A sua primeira escritura na Trindade foi em 1890, representando
pela primeira vez nesse teatro na noite de 21 de Outubro do referido
ano, na protagonista da Nitouche,
que lhe valeu um caloroso acolhimento, não só porque Mercedes
evidenciava uma bonita voz, educada e cheia de sentimento, mas ainda
porque se revelava: uma actriz de largos recursos, pisando o palco
com a maior firmeza e desenvoltura. Depois de curta ausência,
reapareceu na Trindade, em Setembro de 1894, na 61.a representação
do Sal e Pimenta. Na época
1895‑96 foi estrela da companhia Del‑Negro, no teatro D.
Afonso, do Porto. Na época seguinte, de novo em Lisboa, pertenceu
à companhia do teatro da Rua dos Condes, onde se fez aplaudir na
opereta O 8, de D. João da Câmara, e no «Ramiro» do Solar
dos Barrigas. Em 1897-98 representou no Real Coliseu as
operetas Cliquette, (a
protagonista) e Frades
Mostenses (a «Laura»). Em 1899-900, novamente no teatro da
Rua dos Condes, empresa do actor José António do Vale, fez Agulhas
e alfinetes, o Sacristão de Santo Eustachio, e criou em travesti
o «Manuel» do Poeta de Xabregas; deste teatro passou para o da Avenida, a
substituir a actriz Pepa na protagonista da Viagem
de Suzette. Em Janeiro de 1901, fazendo parte da companhia
Taveira, no teatro do Príncipe Real, do Porto, representou o «André»
do Burro do sr. Alcaide. E
no teatro do Príncipe Real de Lisboa, criou a protagonista da
opereta A Revolucionaria. Foi também ao Brasil, onde agradou. Como cançonetista,
género francês, tem por vezes percorrido as províncias e
permanecido durante largos períodos em Espanha. Traduziu a opereta
em 3 aptos Cliquette, representada
em Dezembro de 1877 no Real Coliseu; para essa peça traduziu os
versos o Sr. Tito Martins.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
II, pág. 351.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2003 Manuel Amaral |
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