Mordomo-mor
da rainha D. Maria I, em 21 de Março de 1807, por nomeação
do príncipe regente D. João, e do conselho da referida soberana; grã-cruz
das ordens de Cristo e da Legião de. Honra, de França; marechal de
campo dos reais exércitos em 9 de Março de 1801 ficando desobrigado
do comando do regimento de cavalaria de Meclemburgo, etc.
N. a 6 de
Fevereiro de 1765; fal. na Baía 14 de Março de 1808. Era filho do 4.º duque de Cadaval, D. Nuno Caetano Alvares Pereira de Mello, e de
sua mulher, a duquesa D. Leonor da Cunha. Foi-lhe concedido o titulo
de duque por carta de 15 de. Maio de 1777; professou na ordem de
Cristo, como cavaleiro de hábito e a título de comenda de S. Pedro
de Vilar Maior por decreto de 4 de Junho do referido ano;
teve o assentamento do título de duque de 750$000 réis por carta de
7 de Junho de 1784, e por outra de 24 de Março de 1785; foi-lhe
confirmada a mercê de marquês de Ferreira e de conde de Tentúgal
dos bens da coroa e ordens e de privilégios da sua casa, que lhe fora
feita estando ainda na tutela da duquesa sua mãe, pelas portarias de
18 de Maio de 1779, de 7 de Julho de 1784, e por alvará de 10 de
Novembro deste ano.
O duque de Cadaval assentou praça de cadete no
regimento do Cais, de que era coronel o conde de Cantanhede, em 1785,
foi promovido a capitão para o regimento de Meclemburgo a 27 de
Janeiro de 1788, a tenente-coronel para o de Castelo Branco em 3 de
Novembro de 1792, a coronel a 29 do referido mes de 1796, e a
brigadeiro em 15 de Janeiro de 1801, sendo estes dois últimos postos
para o regimento de Meclemburgo. O duque de Cadaval foi uma das
testemunhas que assinaram a escritura da outorga das capitulações
matrimoniais da infanta D. Mariana Vitória com o infante de Espanha D.
Gabriel, que se celebraram a 12 de Abril de 1785 no Paço da Ajuda,
assistindo à cerimonia do casamento, que também ali se realizou
nesse mesmo dia. Quando em Novembro de 1807 a família real se retirou
para o Brasil, o duque embarcou com sua mulher e filhos na nau D.
João de Castro, a qual, separando-se da esquadra, teve uma viagem
trabalhosa e demorada. Em meados de Janeiro de 1808 avistaram a costa
de Paraíba, e nos fins desse mes arribaram à Baía, onde o duque
veio a falecer, por se lhe terem agravado
os padecimentos, de que já se queixava ao sair de Portugal. A família,
em 23 de Março, logo depois da sua morte, embarcou para o Rio de
Janeiro, onde chegou no meado de Abril, e nessa corte se conservou até
1816, ano em que regressou ao reino.
O
duque de Cadaval casou a 7 de Outubro de 1791 com D. Maria Madalena
Henriqueta Carlota Emília de Montmorency Luxembourg, dama das ordens
de Santa Isabel e de S. João de Jerusalém, filha do duque de Pinay
Luxembourg e Chatillon, que foi presidente da ordem da nobreza nos
Estados Gerais de 1789. Deste consórcio houve 4 filhos: D. Adelaide,
que faleceu em Alcobaça a 2 de Agosto de 1833; D. Nuno, 6.º duque de
Cadaval; D. Segismundo, 3.º duque de Lafões, por ter casado
com a 3.ª duquesa deste título (V. Lafões) e D.
Jaime, que foi marquês honorário.
Transcrito por Manuel Amaral
Genealogia
do 5.º marquês de Cadaval