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Costa (Uriel da).
n. c.
1580.
f. c. 1640 / 1645.
Cristão-novo, nascido no
Porto, pouco mais ou menos em 1580; fal. em 1640, segundo uns, ou em
1645, segundo outros.
Chamou-se primeiro Gabriel
da Costa. Educado, como se afirma, por seus maiores na religião
cristã, abandonou-a trocando-a pela lei de Moisés, e para
professar em plena liberdade a religião hebraica, deixou a pátria,
e foi estabelecer se em Amesterdão, com sua mãe e irmãs, tomando
o nome de Uriel. Ali se ligou particularmente à seita dos saduceus,
e afinal tornando-se deista, depois de sofrer graves perseguições
dos seus antigos correligionários, e de ser expulso da Sinagoga,
suicidou-se. Diz-se que Uriel da Costa fora um hábil picador,
formara-se em Coimbra em jurisprudência civil, e exercera o cargo
de tesoureiro-mor numa colegiada quando tinha 25 anos.
Para a sua biografia
consulte-se António Ribeiro dos Santos, nas Memorias de
Litteratura portuqueza, da Academia, tomo III, pág. 365 a 368,
e mais extensamente as Memorias para ajuntar á vida de Uriel
da Costa, na Miscellanca curiosa e proveitosa, tomo III,
pag. 153 a 161.
Escreveu: Exame das tradições
farisaicas conferidas com a lei escripta, contra a immortalidade da
alma, Amesterdão, 1623.
Transcrito por Manuel Amaral
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