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Eça (Matias Aires Ramos
da Silva de).
n. 27 de
Março de 1705.
f. c. 1770.
Cavaleiro da ordem de Cristo, provedor da Casa da
Moeda de Lisboa, mestre em Artes e bacharel em Filosofia pela
Universidade de Coimbra, formado em França nos direitos civil e canónico,
etc.
N. na cidade de S. Paulo, no Brasil, a 27 do Março
de 1705, e fal. em Lisboa, mas ignora se a data da sua morte,
parecendo já ter falecido em 1770.
Era filho de José Ramos da Silva, provedor da Casa
da Moeda, cujo emprego obteve por morte de seu pai. Sentindo grande
vocação para as letras veio para Portugal, e formou-se em
filosofia na Universidade de Coimbra. Estudando muito ciências físicas,
e com especial predilecção os reinos da natureza, tornou-se célebre
naturalista. Passou por notável literato; era amigo de António José
da Silva, o chamado Judeu, e empenhou todos os possíveis
esforços para o livrar da Inquisição e da fogueira, mas
infelizmente nada pôde conseguir.
Escreveu: Reflexões sobre a vaidade dos homens,
ou discursos morais sobre os efeitos da vaidade, Lisboa, 1752; 2.ª
edição, 1761; 3.ª 1778; 4.ª em 1786, sendo correcta, emendada e
aumentada com uma carta do mesmo autor sobre a fortuna; Problema
de Arquitectura Civil; a saber: Porque os edifícios antigos têm
mais duração, e resistem mais ao tremor de terra que os modernos?
etc., Lisboa, 1770.
Transcrito por Madalena Morais David
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico,
Numismático e Artístico, Volume
III, pág.
108.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © Manuel Amaral 2000-2010 |