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Janny (D. Amélia).
n.
[1838]
f. [1914]
Poetisa
contemporânea, natural de Coimbra. Desde a mais tenra idade mostrou
uma não vulgar tendência e facilidade para a poesia. Tendo pouco
mais de 14 anos, o falecido escritor e poeta Dr. António Xavier
Rodrigues Cordeiro lhe anima a sua vocação, e a apresentou a António
Feliciano de Castilho, mais tarde visconde de Castilho, que na
presença de todos os poetas, prosadores, homens de ciências e de
artes desse tempo, lhe fez uma consagrarão Manuel Maria Bordalo
Pinheiro desenhou-lhe um primoroso de retrato à pena. Desde 1860,
em todas as manifestações académicas se tem feito ouvir a sua voz
de poetisa, quer no teatro, quer nas salas de conferências, no
Instituto, na Associação dos Artistas. A sua inspiração arranca
sempre aplausos, e é escutada com entusiasmo comovente porque o seu
talento impõe-se, e sabe sempre interpretar os sentimentos da
mocidade. Em 1880, por ocasião das festas do centenário de Camões,
recitou no Teatro Académico de Coimbra, que se via completamente
cheio, a sua poesia Pátria,
obra-prima de patriotismo, que se distribuiu impressa pelos
espectadores. As suas poesias andam dispersas em muitos jornais, e não
foram nunca reunidas em volume, por não o permitir a modéstia da
distinta poetisa. Uma das suas melhores composições modernas,
dizem ser a poesia O Médico,
homenagem ao Dr. Raimundo Gama, e corre impressa em edição muito
cuidada. D. Amélia Janny foi premiada no concurso da Academia de
Monte Real pela sua poesia Vector Hugo; possui o colar do Instituto
de Coimbra, é sócia do Retiro Literário Português, no Rio de
Janeiro; do Grémio Literário do Pará; da. Associação dos
Artistas de Coimbra, da Filantrópica Académica, etc.
Transcrito por Manuel Amaral
Entrada
na Wikipedia sobre Amélia Janny
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
III, pág. 1014.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2010 Manuel Amaral |