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José
(D.).
n. 20 de Agosto
de 1761.
f. 11 de Setembro de 1788.
Príncipe
da Beira a do Brasil, duque de Bragança, comendador-mor das
ordens de Cristo, de Avis a de S. Tiago da Espada; cavaleiro
da ordem do Tosão de Ouro, de Espanha. O seu nome
completo era D. José Francisco Xavier de Paula Domingos
António Agostinho Anastácio.
N. no palácio da
Ajuda em 20 de Agosto de 1761, onde também faleceu a 11 de
Setembro de 1788. Era filho primogénito da rainha D. Maria I,
e de seu marido e tio, D. Pedro III.
Diz-se que o
marquês de Pombal tinha por ele muita predilecção, e
procurava que fosse ele o directo sucessor da coroa a seu
avô, o rei D. José I, e para isso instara que fosse
introduzida em Portugal a lei sálica, lei que excluiu as
mulheres de subirem ao trono. Acrescenta-se ter sido esse o
motivo do ódio implacável que D. Maria I, sendo ainda
princesa real, votava ao ministro de seu pai, e sendo os
projectos do marquês descobertos à princesa D. Maria por
José de Seabra, este fora desterrado para Angola. Outros
dizem, que, bem longe de ser o príncipe D. José o discípulo
predilecto do marquês de Pombal, era pelo contrário pouco
afeiçoado ao poderoso ministro. É caso bem difícil hoje de
averiguar. O príncipe D. José passava por ser muito
inteligente. Casou a 21 de Fevereiro de 1777, três dias antes
da morte de seu avô, com sua tia materna, a infanta D. Maria
Francisca Benedita, que nascera em 1746, e sobreviveu a seu
marido, falecendo a 18 de Agosto de 1829. Foi esta senhora a
fundadora do hospital dos inválidos, estabelecido em Runa.
Deste matrimónio não houve descendência. Falecendo tão
prematuramente, foi herdeiro do trono seu irmão, o príncipe
D. João, regente durante a longa doença de sua mãe, e mais
tarde o rei D. João VI.
Transcrito
por Manuel Amaral
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