Senhor de Odemira, de Mortágua,
Penacova, das terras de Riba de Vouga, e dos julgados de Eixos, Oies,
Paus, e Vilarinho, alcaide-mor de Estremoz e de Alvor.
Era filho de D. Afonso de
Noronha, que foi herdeiro da casa de Odemira, sendo o primeiro filho
do 3.º conde deste título, D. Sancho de Noronha, e de sua primeira
mulher D. Francisca da Silva. Faleceu ainda em vida de seu pai, num
combate com os mouros em África, a 19 de Maio de 1516.
Casou com D. Maria de Ataíde,
filha herdeira de Nuno Fernandes da Silva, senhor de Penacova,
alcaide-mor de Alvor, governador e capitão da praça de Safim. Por
morte de sua segunda avó, D. Maria de Noronha, que sobreviveu a seu
filho, o 3.º conde e avô de D. Sancho, sucedeu o 4.º conde de
Odemira nos estados que seus avós possuíam, e que tinham sido do
conde de Faro, e nos de sua mãe, D. Maria de Ataíde, o que lho
constituiu uma importantíssima casa, que conservou com grande
autoridade e estimação dos reis, a quem serviu, pela sua
representação. D. João III lha confirmou em 1556.
Foi mordomo-mor da rainha D.
Catarina, mulher deste monarca, e fal. em 1573. Casou com D.
Margarida de Vilhena, filha de D. João da Silva, 2.º conde de
Portalegre, e de D. Maria de Menezes, filha de D. Álvaro, e neta de
D. Fernando I, duque de Bragança. Deste matrimónio houve D. Afonso
de Noronha, que foi o 5.° conde Odemira.
Transcrito por Manuel Amaral