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Penalva (Fernando Teles da Silva Caminha e Meneses, 3.º marquês de).
n. 9 de Junho de 1754.
f. 10 de Dezembro de 1818.
Gentil-homem da câmara da rainha D. Maria I e de D. João VI; conselheiro de
guerra, comendador da ordem de Cristo, deputado da Junta dos Três
Estados; censor régio da Mesa do Desembargo do Paço, etc.
N. em Lisboa a 9 de Junho de 1754, onde também fal. a 10 de Dezembro de
1818. Era filho do 4.º marquês de Alegrete o 5.º conde de Vilar
Maior, Fernão Teles da Silva.
Seguiu a vida militar, e chegou ao posto de tenente general. Foi governador
das capitanias generais das províncias de S. Paulo e do Rio Grande
no Brasil. O marquês de Penalva era considerado por todos como
homem de muita erudição e literatura, dominado, porém, com
excesso dos preconceitos da nobreza.
Escreveu:
Oração panegírica aos anos da Rainha nossa senhora, em
nome da Academia Real da Historia , em 31 de março de
1776, sem lugar nem ano de impressão; Dissertação
a favor da Monarquia, onde se prova pela razão, autoridade e
experiência ser este o melhor e mais justo de todos os governos, etc.,
Lisboa, 1799; reimpressa em 1818; Carta
de um vassalo nobre ao seu rei; esta carta, atribuída
geralmente ao marquês, correu por alguns anos manuscrita e anónima,
aparecendo por fim no Investigador Português, n.º XXXVI de Junho de 1814, pág. 685 e seguintes,
seguida nesse mesmo número e no imediato de duas respostas, também
anónimas, em que se impugnavam os fundamentos e regras da referida
carta; Novena do Arcanjo S. Gabriel, Lisboa, 1801; Novena do Apóstolo S. Pedro, Lisboa, 1805. Saíram ambas sem o nome do autor. Há também dele, entre outros
escritos inéditos, um Elogio histórico do primeiro marquês de Ponte de Lima. Pertence-lhe
igualmente a informação ou censura feita para se conceder pelo
Desembargo do Paço a licença para a impressão do n.º 24 do Espectador português, do Padre José Agostinho de Macedo. Esse documento, notável
pela violência com que são atacados os pedreiros-livres saiu transcrito e largamente documentado no tomo VIII do Português, de Frei Bernardo da Rocha.
Transcrito por Manuel Amaral
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