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Pinheiro (D. Gonçalo).
n. 1499.
f. Novembro de 1567.
Bispo
de Çafim, de Tanger e de Viseu.
N.
em Setúbal em 1499, onde também faleceu em Novembro de 1567. Era filho de João Pires e de Leonor
Rodrigues Pinheiro.
Estudou na Universidade, então em Lisboa, e depois na de Salamanca.
Alcançando fama de grande letrado, foi admitido, ainda antes de
receber o grau de doutor, por colegial no colégio de S. Bartolomeu.
Voltando a Portugal obteve alguns benefícios em que o apresentou o
duque de Bragança D. Jaime, e opondo-se a uma conesia de Évora, pôde
obtê-la, tomando posse a 18 de Junho de 1533, a qual renunciou
depois em seu sobrinho Diogo Mendes de Vasconcelos com aprovação
do arcebispo do cabido. D. João III o nomeou seu desembargador e
bispo de Çafim. Sendo eleito mais tarde bispo de Tanger, recebeu em
Medina del Campo uma carta do referido soberano, em 1543, nomeando-o
embaixador à corte de França, onde foi muito bem recebido pelo rei
Francisco I. Regressando ao reino, D. João III o nomeou
desembargador do Paço por carta de 14 de Novembro de 1548. Passou
depois ao bispado de Viseu, tomando posse em 1553. D. Gonçalo
Pinheiro exerceu ainda outras comissões de grande importância. Foi
muito perito nas línguas grega e hebraica, assim como na astronomia
e geometria. As Constituições do bispado de Vizeu,
impressas em 1556, andam em nome deste bispo.
Transcrito por Manuel Amaral
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Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume
V, pág. 753.
Edição em
papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor
Edição electrónica © 2000-2010 Manuel Amaral |