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Viana (D. João Manuel de Meneses, 1.º conde e 1.º marquês de).
n: 27 de Abril de 1783.
f: 20 de Abril de 1831.
Gentil-homem da câmara da rainha D. Maria I, grã-cruz da ordem da Torre
e Espada, e comendador da de Avis; major general da armada,
conselheiro do real conselho de marinha, par do reino, etc.
N. a 27 de Abril de 1783, e fal.
a 20 de Abril de 1831. Era filho dos 3.os marqueses de
Tancos: António Luís de Meneses e D. Domingas Manuel de
Noronha.
Seguindo a carreira naval, estreou-se como oficial em 1806 a bordo da
esquadra do Estreito, debaixo do comando do chefe de divisão Luís
da Mata Feio. Em 1807 seguiu ao Brasil o príncipe regente D. João,
como comandante da fragata Urania,
única que nunca desamparou em toda a viagem o navio em que ia a
família real. Por decreto de 13
de Maio de 1810 foi agraciado por D.
João VI, sendo ainda regente, com o título de conde de Viana.
Em 1817, por ocasião da guerra de Montevideu, teve o comando da
esquadrilha que foi auxiliar os movimentos do general Lecor. Distinguiu-se
nessa expedição, e mais se distinguiria se aquele general não
tivesse dispensado, e desacertadamente, os serviços da esquadrilha.
Em 1811 teve também o comando da esquadra, em que D. João VI
regressou do Brasil para Lisboa, sendo então elevado a marquês por
decreto de 3 de Julho dá mesmo ano de 1821. Em 1826 foi nomeado par
do reino, e teve também a nomeação de major general da
armada.
O marquês de Viana casou em 7 de Fevereiro de 1808 com D. Ana de Castelo
Branco, filha dos 1.os marqueses de Belas: D. José Luís
de Vasconcelos e Sousa e D. Maria Rita de Castelo Branco Correia e
Cunha.
O seu brasão de armas é um escudo com as armas dos marqueses de Tancos
e condes de Atalaia: no 1.º quartel, de vermelho, um coto de águia
de ouro com uma mão, tendo nela uma espada levantada guarnecida de
punho de ouro; no segundo um leão de púrpura, armado de azul em
campo de prata, e assim os contrários.
Transcrito por Manuel Amaral
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