General de brigada
reformado, cavaleiro e comendador da ordem de Avis, cavaleiro da de
Cristo e da Torre e Espada, antigo adido à legação de Paris e
deputado.
N. A 30 de Junho de
1827, fal. em Lisboa a 12 de Janeiro de 1889. Era filho do 2.º
visconde de Santarém, Manuel Francisco de Barros e Sousa de
Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa, e de sua mulher D. Maria.
Amália de Saldanha da Gama, sobrinha do 1.º visconde de Vila Nova
da Rainha (V. o artigo seguinte).
Um dos membros mais ilustres
da sua família, o valoroso marechal duque de Saldanha, também seu
tio, consagrou-lhe sempre a mais profunda estima, tendo-o a seu lado
como ajudante de campo. Assentou praça em 16 de Dezembro de 1846,
sendo promovido a alferes de cavalaria em 7 de Março de 1849, a
tenente em 29 de Abri! de 1851, a capitão em 8 do Setembro de 1850,
a major em 4 de Maio de 1875, a tenente‑coronel em 20 de
Agosto de 1879, e a coronel em 29 de Agosto de 1883, sendo depois
reformado em general de brigada.
Em 1851, sendo então
alferes, acompanhou seu ilustre tio, marechal Saldanha, no movimento
político dessa época, prestando-lhe bons serviços. Em 1865 foi
nomeado adido a uma embaixada em Paris, onde permaneceu alguns anos
auxiliando o seu erudito pai nos diversos trabalhos científicos que
lhe estavam confiados, e que já então prendiam a atenção dos
homens eminentes da Europa. Presidiu a importantes comissões de
serviço público, como a de Revisão do Recrutamento do distrito de
Lisboa, cargo que exerceu durante 17 anos, cuja exoneração ele próprio
a requereu, e que a muito custo lhe foi concedida. Em 5 legislaturas
sucessivas foi eleito deputado pelo círculo de Tomar, cuja
representação desempenhou cota o maior zelo e prestando grande
serviço aos seus eleitores. À industria e à agricultura também
dispensou valiosos auxílios. Dirigiu como proprietário, durante 20
anos, a fábrica de papel denominada Marianaia,
e a cultura dos vastos terrenos adjacentes, que se estendem até
ao rio Nabão, valendo-lhe várias medalhas e menções honrosas,
com que em várias exposições estrangeiras foram distinguidos os
produtos daquele importante estabelecimento fabril. Havia alguns
anos que a saúde do ilustre fidalgo começara a ressentir-se,
acusando uma fraqueza intelectual. Essa enfermidade, infelizmente,
foi aumentando, a ponto que teve de ser arrebatado ao seio da sua
família, para ser internado numa casa de saúde, e dali para o
hospital de Rilhafoles, onde faleceu.
O visconde de Vila Nova da
Rainha casou duas vezes: a primeira, em 1858, com D. Carlota Peixoto
de Almeida, já viúva, que fal. a 6 de Novembro do, 1875; a segunda
vez em 30 de Junho de 1877, com D. Sofia Elisa Morales, que também
era viúva. O título foi-lhe concedido por decreto de 12 de
Setembro de 1855, em verificação de 2.ª vida concedida no decreto
da mercê feita a seu tio, o 1.º visconde de Vila Nova da Rainha.