Reis, Rainhas e Presidentes de Portugal

 

D. Pedro I

 


D. Pedro I

D. Pedro I


Oitavo rei de Portugal, quarto filho de D. Afonso IV e de Beatriz de Castela.

Casou primeiro com Branca de Castela, a quem repudiou por debilidade física e mental. Casou depois com Constança Manuel, filha de, um fidalgo castelhano que, quando veio para Portugal, trouxe consigo Inês de Castro. 

A ligação amorosa entre o infante D. Pedro e Inês de Castro foi imediata o que provocou forte conflito entre D. Afonso IV e seu filho e provocou a morte prematura de Constança Manuel. Temendo o monarca a nefasta influência dos Castros em seu filho, resolveu condenar à morte Inês de Castro, o que provocou a rebelião de D. Pedro contra si. Contudo a paz entre o pai e o filho foi estabelecida em breve e D. Pedro foi associado aos negócios do Estado, ficando-lhe desde logo incumbida uma função, que sempre haveria de andar ligada à sua memória – a de exercer justiça. 

Durante o seu reinado evitou guerras; logrando aumentar o tesouro. Cunhou ouro e prata. E exerceu uma justiça exemplar, sem discriminações, julgando de igual modo nobres e plebeus. 

Os documentos coevos e o testemunho de Fernão Lopes definem-nos D. Pedro como justiceiro, generoso, folgazão, amado pelo povo e de grande popularidade. A sua morte o povo dizia que «ou não havia de ter nascido, ou nunca havia de morrer».

 

Ficha genealógica:

D. Pedro I nasceu em Coimbra a 8 de Abril de 1320 e morreu em Lisboa a 18 de Janeiro de 1367. Casou em 1328 com a princesa D. Branca de Castela, não se consumando o matrimónio por doença da noiva. Em 1334 tratou-se de um novo consórcio com a infanta D. Constança, que nasceu em data incerta e morreu em 1345, filha de D. João Manuel, infante de Castela. Tiveram a seguinte descendência:

1. D. Maria, nasceu em Évora a 6 de Abril de 1342; casou em 1354 com o infante D. Fernando de Aragão; morreu em Aveiro depois de 1363, ficando sepultada no Convento de Santa Clara de Coimbra;

2. D. Luís, nasceu em 1344 e morreu uma semana depois;

3. D. Fernando, que herdou a coroa.

De uma nobre castelhana, D. Inês de Castro, nascida ao redor de 1325, tendo morrido em Coimbra em 1354, foi sepultada em Alcobaça em 1361, filha de D. Pedro Fernandes de Castro a de D. Aldonça Soares de Valadares, teve os seguintes filhos:

4. D. Afonso (morreu de tenra idade);

5. D. João, nasceu em data incerta c. 1349; faleceu em Salamanca após 1385, tendo sido candidato ao trono português;

6. D. Dinis, nasceu em data incerta por volta de 1350, foi aclamado rei em Santarém, no ano de 1384, mas já tomara o partido de Castela; fundou a casa de Vilar no reino vizinho, tendo morrido em data incerta;

7. D. Beatriz, nasceu em Coimbra c. 1351; foi educada em Santa Clara de Coimbra; casou com D. Sancho, conde de Albuquerque, irmão de D. Henrique II de Castela; morreu em data incerta.

De uma Teresa Lourenço, nasceu em 14 de Agosto de 1356:

8. D. João, que veio a ser Mestre de Avis a primeiro rei da segunda dinastia.

Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976

Joaquim Veríssimo Serrão,
História de Portugal, Volume I: Estado, Pátria e Nação (1080-1415),
2.ª ed., Lisboa, Verbo, 1978

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